
Não sou nada
Quase nada do que eu faço é certo
Erro quase o tempo todo
Sou criticada, engolida, subestimada
Me colocaram dentro de uma panela de pressão e disseram:
CONTROLE-SE, não vá explodir!
Eu acerto às vezes
mas caio, quebro a cara,
digo que nunca mais farei aquilo e, no dia seguinte
choro pela mesma coisa
Eu cresço, amadureço, e continuo uma criança
ainda abraço meus bichinhos de pelúcia...

O papel é meu maior confidente.
Falo com ele sem medo das consequências
Tenho um refúgio dentro de mim,
para onde corro quando me sinto ameaçada
Sou mais uma pessoa comum
Uma cidadã que anda pelas ruas sem reclamar;
Uma jovem com desejos e planos,
e uma idosa com medo de ver o que está atrás da porta
O Medo do novo
Sou curiosa, tagarela, difícil,
Fico na média
Na média da voz, na média da escola,
Na média da vida
Não a melhor nem a pior
Sou apenas a metade do que posso ser.

01.06.12
Jenny Green
Fonte das fotos:
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