É como olhar nos olhos de um inimigo, de um rival.
O coração bate como se fosse uma competição, mas não pode ser...Pode?
Não dá pra saber
É como se o vento úmido e escura da manhã tivesse me deixado ali por uma razão, como se eu tivesse sido carregada por uma força involuntária e poderosa, impossível de descrever.
E ali estávamos nós, uma de frente a outra...Ela sem saber de nada das minhas intenções, nada...
Ela me fitava com aqueles olhos azuis cinzentos, enquanto eu escolhia cuidadosamente as palavras.
Era como se eu estivesse tentando impressioná-la, mas ao mesmo tempo quisesse partilhar meus segredos mais íntimos com ela e fazer dela não apenas uma amiga, mas a melhor amiga...Não apenas pela aparência cintilante e amigável que ela passava, mas também por vontade de aumentar meu círculo de contatos e chegar num objetivo final...Um objetivo que me deixaria envergonhada se fosse o único pelo qual eu fosse me aproximar dela.
É como nadar contra as ondas desse mar violento
A gente conversava, e ela falava...E aquela imagem de jeito nenhum era real pra mim.
Não se parecia com um sonho, mas também não era nada parecido com a realidade.
Não parecia que era eu quem estava ali, mas eu não podia deixar aquilo que pulava dentro de mim transparecer...Pelo simples motivo de que aquilo não soava normal e adequado à situação.
Sem contar que ela não ia entender nada....Bem, uns dias depois nem eu entenderia.
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Jenny Green
15.12.2010



