“It's just another night
And I'm staring at the moon
Saw a shooting star and thought of you
Sang a lullaby by the water side and knew
If you were here, I'd sing to you”
And I'm staring at the moon
Saw a shooting star and thought of you
Sang a lullaby by the water side and knew
If you were here, I'd sing to you”
Ed Sheeran- All of the stars
Tantas ideias passaram pela minha cabeça e tantas foram embora. As flores são ingratas e não expressam nossas saudades, tampouco nossa tristeza. A emoção que vem, que invade, faz a alma chorar, mesmo sem saber exatamente porque.
Os pensamentos egoístas me fazem sentir pequena, inútil demais, e fico sem saber em qual ponto eu deveria parar para refletir. Absorver a fragilidade do momento, dos laços, exige demais de cada um, a sua maneira; mas confesso que ver que você ainda era capaz de sorrir confortou meu coração.
Talvez, vai ser difícil, mas engolir as lágrimas e fingir que eu nunca realmente estive lá seja, por falta de palavras, o melhor a se fazer. Não dizer nada, não criar uma sombra ainda maior em cima do que aconteceu, apenas se conformar com o fato de que essa é a mais solitária das dores. A alegria pode ser compartilhada, mas a tristeza você carrega sozinho.
No âmago da situação, com uma pitada de consciência, você sabe, eu sei que sabe, que a real luta é você contra você mesmo.
Então, quem sabe, esse não seja o fim.
Eu fiquei travada, queria fazer tanta coisa mas soube desde o início que nada poderia ser feito. A vida segue, mas os nossos passos são incertos.
A verdade é que a história é cíclica, e se repete a cada dia com mais intensidade. É tão difícil partir daqui com essa visão que ofusca meus olhos, assim como é difícil aceitar um adeus. Talvez o tempo. Talvez o sorriso, talvez o amor. O amor. Talvez algo um dia nos cure. Quem sabe exista um remédio para apagar as lembranças. Mas a vida é um efeito borboleta. Sempre nos lembrando, mas talvez, talvez, dê pra fazer alguma coisa a respeito.
E não existe culpa. Apenas o acaso. A imprevisibilidade de tudo.
Duvido que a culpa seja das estrelas, ou de qualquer elemento ou pessoa. Nesta dolorosa peça, a vítima se apresenta sozinha, e se retira do palco sem se despedir. As cortinas se fecham e a plateia procura um motivo pra ficar, mesmo sem espetáculo.
Quem sabe escrever, ouvir uma música, tocar, correr até alcançar o horizonte pra tentar apagar o que ficou pra trás- mas, inconscientemente, sabemos- vai sempre estar presente. No nosso caminho, no nosso redor, dentro da gente. O peso é grande e quase suportável. Mas carregamos este mundo conosco.
Uma história que cabe numa linha. Uma frase que não foi escrita.
Um parágrafo que não foi terminado.
Um texto, largado em umas folhas de papel, que não chegou ao seu ponto final.
Corri, mas não deu tempo.
“Você morre no meio da sua vida, no meio de uma frase”
-12/08/13 ----- 23/12/13
Jenny Green


