segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Um dia

Um dia direi adeus
Talvez aos 20, talvez aos 80
Tento sentir tudo, pois acho que conheço o tempo,
 mas não sei como ele vem, nem como ele nos toca

Camuflo meus medos, mas eles vêem a tona e me prendem contra mim

Talvez o amanhã seja o alívio
Talvez seja a paz
Talvez seja o sonho do qual eu nunca quis sair
Talvez eu não saberei de nada

Quem sabe? A esperança...

Talvez o segredo esteja no agora...

Não estou absorvendo cores o suficiente ?
Não estou refletindo?

O ódio quebrou o vidro
o vidro que voou

Não sei se sou caótica

Talvez o que eu acho que eu sou, esteja lá fora
Talvez o caos do lá de fora seja um espelho pessoal que reflete o que se acha em meu consciente
Ou subconcsciente?

Talvez eu exista para fora
e reflita o que eu sou
e eu não seja nada mais do que isso
não sei da minha profundidade
Só quero amor...

Jenny Green

domingo, 28 de agosto de 2011

Desencontro



Encontro em ti
um sorriso escondido
um olhar perdido
onde um dia já me encontrei
uma mão que já disse adeus
um coração que sabe se despedir

Me perco em ti
quando não vejo mais
aquele olhar de criança
que é movida pela esperança dos dias longos

Encontro em seus lábios
o mais doce beijo
em seus braços,
o abraço mais caloroso

Porém desencontro

amor e carinho
o toque macio,
a paixão
que um dia fez eu me apaixonar







Te vejo em todos os lugares,
pois você me completa
Me completa, mas me falta
seu carinho
seu amor
sua paixão

Sinto sua falta
quando te desencontro em mim

30-07-2011

Jenny Green

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ela não esta mais aqui

Ela não está mais aqui
Andando pelo cemitério a plena luz do dia, toco em uma das lápides de granito
"eu sinto sua falta" - pensei, mas nenhuma lágrima correu de meus olhos.
Era liso e calmo, ali, como se ninguém fosse ali há muito tempo.
Como um coração sem feridas
Me sentei e parei para observar a agitada cidade daquele lugar que assusta tanta gente
Só dali, eu enxergava a verdade sem máscaras
Toda a cortina de seda foi tirada dos meus olhos, assim que a primeira lágrima caiu.
Droga! Há quanto tempo eu vinha evitando isso?
Meu coração acelerou quando vi o mundo real à minha frente
Parecia tão distante
Pessoas correndo, provavelmente pensando no tempo que estavam perdendo ali, correndo, apenas com um objetivo final: Dinheiro.
Ônibus e carros liberando gases escuros no céu, que não dá mais pra saber se ainda é azul
Está ficando difícil distinguir o dia da noite
Outra lágrima escorreu de meus olhos, sequei-a depressa com as mãos
Crianças chupando picolé, sendo arrastadas pelas mães, que estavam com jaquetas e luvas de lã.
Afinal, é verão ou inverno?
Talvez o ar esteja ficando semelhante aos corações das maioria das pessoas: branco e gelado.
Pedra, Granito.
Olhares de tédio com pensamentos longe, aonde você está, vida? Você não havia me prometido mais?
Adolescentes rebeldes com seus fones de ouvido e suas cabeças balançando... mas que adorável forma de ignorar a realidade.
Por que eles não vivem, simplesmente ?
É tão simples.
O vento soprou, levando folhas secas para a rua e para as outras lápides de granito.
Quanto tempo vai demorar para as pessoas perceberem que o tempo apenas passa?
Não sei.
Mais uma lágrima escorreu dos meus olhos, mas decidi não secá-la, deixei que o tempo a guardasse para si, para se lembrar de mim
Me levantei e andei até a grade que separa o cemitério da cidade
" O amor vai renascer em mim " pensei, "e então tudo voltará a ter cores"
Olhei para o céu, na esperança de ver alguma luz que me invadisse e me trouxesse esperança, mas a luz que me invadiu era cinza e tinha cheiro de queimado.
Ah, ônibus.

De- repente, uma calmaria tomou conta de mim, e o vento começou a carregar mais folhas para a lápide de granito onde eu estava sentada
Senti uma mão tocar meu ombro, reconheci imediatamente o toque ,e entao as lágrimas que escorreram pelo meu rosto foram de pura alegria
"Ela está aqui" - pensei, e então senti alguém me abraçar
Tudo estava bem.

25-08-2011
vó, eu te amo, Parabéns.

Jenny Green.