Você é como uma casa velha.
Desabitada, abandonada, esquecida.
Você, sem querer, está no meu coração.
Ou na minha memória, se houver aí alguma diferença.
Infelizmente é inesquecível. Adoraria por fogo nessa casa que você mesmo construiu, pegar as cinzas e jogar ao vento, mas não posso...Tenho medo de que, se eu acabar com essa casa, eu acabe com um alicerce que mantém minha vida... Estável. Tenho medo de, ao acabar com essa base traiçoeira, me encontrar com um vazio.
Um vazio que você fez questão de deixar ao ir embora. Ele dói cada vez que te vejo.
Mesmo depois de tanto tempo, meus sentimentos conturbados ainda tentam pintar a casa, mobiliá-la com seus pertences, deixá-la confortável caso um dia você pense em voltar.
Ah, tá, até parece que você lembra de alguma coisa; não é do seu feitio se lembrar de coisas desse tipo ou se desculpar por elas.
Eu só queria que você soubesse que essa casa ocupa, atualmente, um espaço que não é mais seu. Todavia, ninguém mais consegue entrar nessa casa; As portas se fecham automaticamente quando alguém chega perto. Ela deve ter medo de ser destruída, abandonada, igual você fez.
Cada vez que eu lembro de você, algo nessa casa desmorona, a deixando ainda mais difícil de destruí-la, e mais difícil de algum outro alguém tentar entrar. Um caos, um caos...
Porém, hoje me deparei com uma luz que nunca tinha reparado; Ela SEMPRE esteve lá. E sempre vai estar, independente do estado da casa e de quem a construiu.
Ela, de alguma forma, conseguiu penetrar nas paredes dessa casa, e a destruiu por completo, sem deixar rastros.
O que mais me surpreendeu, é que eu não fiquei cara a cara nem com o vazio, nem com o medo, nem com a solidão.
A cidade onde essa casa morava, foi totalmente limpa e restaurada, e saturada com um tipo de amor incrível, que não constrói alicerces, pois sua presença é constante, incansável e radiante.
Não consigo entender nem como nem por que ignorei essa luz por tanto tempo. Sei que agora, é essa luz que vai escolher quem vai entrar nessa cidade e quem não merece ficar nela.
Eu sei que algumas pessoas vão teimar sair da cidade, e vão querer construir lares autodestrutivos e masoquistas, e isso vai desequilibrar toda a estrutura.
Não vai ser uma tarefa fácil.
Mas ,eu tenho a certeza de que vai me curar por completo.
Jenny Green.
08-01-2012
Eu preciso de algum abrigo
Para minha própria proteção, baby.Estar comigo mesma,
Claridade, paz, serenidade.
Espero que você saiba
Que isso não tem nada a ver com vocêIsso é pessoal, eu mesma e eu
Nós sempre temos algo a ajeitar
E eu sentirei sua falta
Como uma criança sente de seu cobertor;
Mas eu tenho que seguir em frente com minha vida.
Fergie – Big girls don’t cry

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