Sou obrigada a dizer que, por mais bonito que seja, na minha
opinião, o soneto de Luís de Camões sobre o amor é bem simplista, por boa parte
dele tratar apenas do amor romântico, quase que como um sentimento....
“A ferida que dói e não se sente...”
É como se fosse possível “sentir” o amor, sentir que se
ama...
Mas eu discordo.
Amar é algo mais profundo do que qualquer coisa que você
possa sentir.
Uma letra de música, um poema ou uma história relata
facilmente o desejo, a paixão, mas o amor é algo impossível de se colocar em
palavras. Ele não se traduz em nenhum idioma, canção, tampouco um objeto.
Amar é abstrato, é um verbo que precisa de complemento;
Não
existe uma emoção inerente ao ato de amar, pois você simplesmente sabe. Suas
ações divergem quando se tratam de paixão. É diferente.
O amor pede mais que uma faísca, um presente ou uma troca de
olhares...ele é as nossas atitudes diárias, nosso comportamento, e se reflete
nas nossas decisões.
Ou seja?
Não precisamos dizer nada para confirmar; quando amamos,
fazemos coisas inimagináveis, tiramos força da onde só existe vazio, protegemos
e, acima de tudo, queremos ver a pessoa feliz, nem que seja de longe...
Através do vidro
embaçado de uma janela.
Jenny Green
Fotos:


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