E com
lágrimas nos olhos, eu peço à Deus que abençoe minha família.
Peço que
cuide para que na haja intrigas ou desentendimentos que causem uma separação
desnecessária.
Não
quero, meu Deus, que tudo acabe como está; Será que chegou ao fim?
Infelizmente
sou sensível, mas logo logo eu desapareço que nem um véu, me dissolvendo no ar
enquanto reflete o brilho do sol
Irei me
entregar a algo que me leve para longe, afinal já sou invisível.
Não
passo de um número: uma matrícula, um contato, uma gota d’água que só causa
confusões.
Para
mim, acaba aqui: vou andar em direção a algo maior, algo que não cabe nesse mundo
e não se adapte à visão do homem.
Quero
não chorar, não criar raízes, não sentir, não possuir, excluir coisas
supérfulas, que não me acrescentam e que não sugam meu desejo de viver; Quero
não seguir regras sociais e condutas educadas: queria me desapegar;
Eu
funciono melhor sem um relógio, sem prazos e cobranças. Por favor, não faça
isso comigo. Não procure dentro de mim algo que simplesmente não está lá.
Não
preciso de um perfil em uma rede social, eu preciso apenas de um abraço que
nunca recebi, seguido das palavras “eu te entendo”.
Eu quero
que alguém me diga que não é coincidência, que não foi de última hora, que não
foi esquecimento, que não foi planejado, mas que simplesmente aconteceu sem
motivo aparente.
Não
quero nada muito profundo, quero coisas leves, que dê pra tocar, quero uma
amiga dizendo que vem me visitar apenas porque sentiu minha falta.
Não
quero ser quem sempre toma a iniciativa, não quero ser a que recebe críticas,
não quero também ser aquela que nunca vai reagir diante das coisas.
Preciso
de liberdade de escolhas, de sair de uma prisão onde eu mesma me coloquei, por
uma pressão que eu mesma exerço, quero me livrar das grades que eu coloquei na
minha mente e que me impedem de ser mais ousada e sincera.
Quero
ser menos sincera. Não quero ser aquela que você procura para pedir conselhos,
que escuta o que todos falam, que observa e observa, e depois simplesmente joga
esse conhecimento fora.
Quero me
livrar desta sensação que se apoderou de mim da cabeça aos pés, mas que, de
certa forma, não tem mais volta. A recuperação seria por, quem sabe, tomar uma
chuva em pleno domingo? Sair com alguém que não tenha hora pra voltar e que me
faça instantaneamente feliz sem que eu saiba exatamente porque eu estou rindo?
Alguém
espontâneo, que se afaste da realidade por apenas uns momentos, e me leve
naturalmente pra esse lugar aonde eu pertenço desde que nasci?
Só
percebi agora que eu estou no lugar errado, com as pessoas erradas. Convivendo
com máscaras e corpos esbeltos, mas com pouca coisa a oferecer;
Mas, se
eu for a causadora disso tudo, e só estiver imaginando coisas dentro de um
mundo paralelo que criei na minha cabeça, por favor , eu só peço que me leve
pra este lugar
Sem
explicações e desculpas, sem compromissos e horários. Sem choro, sem briga, sem
forçar a barra. Sem querer.
Pois lá eu serei o que tenho que ser, serei o que me falta, me completarei sem a necessidade de consolo ou de segundos perdidos por uma culpa que nem cabe à mim.
Por
favor, me leve embora. Já estou caminhando sob espinhos para alcançar o paraíso
idealizado.
Me guie
segurando a minha mão, me solte, me deixe ir, me dê um pouco de espaço. Afinal,
eu sou que nem um véu subordinado à força do vento: eu simplesmente voarei, sem
necessidade de impulso: Invisível, leve, transparente.. porque quando eu me
for, as brigas que causei não vão valer de nada.
“Sem pressa. Sem vírgulas. Sem ponto final.
Sem brigas. Sem separação. Sem mágoa. Sem dor. Somente amor, por favor.”
Jenny
Green
29.10.12
Fotos:



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